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Edição Nº 62 Director: Mário Lopes Quarta, 21 de Dezembro de 2005
Opinião
Uma segunda volta clarificadora

Henrique Neto 

A pré-campanha referente à eleição presidencial entrou agora numa fase de maior clarificação, com as sondagens a demonstrar que existem, como era previsível, apenas dois candidatos à vitória final: Mário Soares e Aníbal Cavaco Silva. Ou seja, um candidato do centro esquerda e outro candidato do centro direita. Assim, como sabemos do passado de todas as eleições presidenciais, bem como das últimas eleições legislativas, a soma dos votos da esquerda sempre superou os votos da direita e sendo ainda cedo para saber se a mesma situação se vai verificar nestas eleições, que o mesmo é dizer se haverá ou não uma segunda volta, a minha convicção é de que os eleitores não deixarão de privilegiar a oportunidade de maior debate público e uma melhor clarificação dos dois projectos em presença, deixando a decisão final para a segunda volta. Será uma atitude inteligente dos eleitores, sem que isso comprometa o sentido final do seu voto.

Essa possibilidade é tanto mais credível quanto sabemos que o Professor Cavaco Silva se refugiou numa estratégia de clarificar o seu pensamento pelo mínimo, tirando partido do ruído provocado pelas múltiplas candidaturas em presença e da reduzida oportunidade de avaliar, frente a frente, as duas candidaturas que têm a possibilidade real de ganhar a eleição. E esta avaliação final dos dois candidatos é essencial, na medida em que o Professor Cavaco Silva ainda não explicou como pensa levar à prática o projecto de que fala, utilizando os seus tão falados conhecimentos da teoria económica, no quadro limitado dos poderes constitucionais. Penso, nomeadamente, que se o professor Cavaco Silva quer, de verdade, resolver os problemas do País e se considera que o pode fazer, então não se compreende a razão porque não evitou a Portugal o descalabro do governo de Santana Lopes e não se apresentou, nessa altura, como candidato a Primeiro Ministro. Todos sabemos que lhe bastaria ter levantado a mão e que o PSD em peso teria sufragado a iniciativa. Não o fez então, o que torna pouco credível a possibilidade de o fazer agora, para mais sabendo-se que não terá os poderes necessários para sequer o poder tentar, sem lançar o País numa crise política e constitucional. Será pois necessário que Cavaco Silva esclareça, com tempo, esta e outras questões, o que só poderá ser feito numa segunda volta.

Esta, uma segunda volta, será porventura também conveniente para avaliar se os votos das diferentes candidaturas em presença, são, ou não, transferíveis para a candidatura de Mário Soares. Isto é, se Mário Soares tem ou não a capacidade de fazer o pleno do centro esquerda, ou se, pelo contrário, Cavaco Silva consegue ir buscar votos às outras candidaturas da esquerda e a quais. Finalmente, quando o que está em causa é algo tão importante como eleger o órgão de soberania que garante o regular funcionamento da democracia portuguesa, que constitui a essência da função presidencial, a pressa seria sempre má conselheira e a avaliação cuidada e criteriosa dos dois candidatos pelos eleitores, constituirá, seja qual for o resultado final, uma mais valia para o nosso regime democrático e constitucional.

       Henrique Neto
              20-12-2005

21-12-2005
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