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Edição Nº 84 Director: Mário Lopes Sexta, 26 de Outubro de 2007
Depois da retirada da confiança política
Luísa Mesquita acusa direcção do PCP
de a tratar como mera figurante

      Luísa Mesquita acusa o PCP de não ter em conta as suas opiniões e de a tratar como uma mera funcionária. A deputada do PCP e vereadora da Câmara Municipal de Santarém considera que o partido agiu de má-fé ao convocá-la para uma reunião, no dia 24 de Outubro, para discutir o seu trabalho, ao mesmo tempo que distribuía um comunicado à imprensa retirando-lhe a confiança política. Luísa Mesquita irá agora esperar pelas decisões do partido para tomar uma posição definitiva, sendo certo que irá manter os cargos de deputada na Assembleia da República e vereadora na Câmara de Santarém.

      A deputada comunista recordou que foi convocada para uma reunião que se realizou no dia 24 de Outubro às 11h, na Assembleia da Republica, convocada pelo deputado Bernardino Soares e pelo “camarada” Francisco Lopes, que tinha como único ponto da ordem de trabalhos a sua participação no trabalho político no PCP. “Mais uma vez vieram para cima da mesa todas as razões, todos os acontecimentos e todo o meu trabalho realizado desde Novembro de 2006”, referiu Luísa Mesquita, adiantando que, já nessa altura, “o PCP pretendia que eu me silenciasse.”

      Luísa Mesquita afirma não compreender porque razão o PCP considera “uma afronta” o facto de permanecer como deputada e vereadora na Câmara Municipal de Santarém e continuar a fazer todo o trabalho habitual, incluindo debates e visitas no concelho, no distrito e no País. “Considerando que isso é uma afronta, o PCP decide retirar-me a confiança política: em Novembro de 2006 foi retirada a parte de deputada, agora foi retirada a parte de vereadora.”

      A deputada argumenta ainda que a reunião pedida pelo PCP não passou de mera formalidade. “Eu fui para a reunião convicta que ia ser uma parceira da reunião e que ia ser ouvida, que iam pedir a minha opinião, que íamos falar acerca do processo, mas não. Não passei de uma mera figurante. Enquanto eu estava ali, de boa fé, conversando e dando as minhas opiniões, ao mesmo tempo, o comunicado já estava nas redacções. Estes métodos do PCP falam por si e não precisam de explicações”, conclui.

      Luísa Mesquita adianta que a decisão administrativa de lhe retirarem a confiança política não irá impedir o seu trabalho político. “Eu não me reduzi ao silêncio durante este ano, continuo a trabalhar, contrariamente àquilo que o partido queria que eu fizesse. A minha decisão é: continuarei na Câmara e na Assembleia da República.”

      A militante do PCP recusou participar na reunião da Direcção da Organização Regional do PCP de Santarém, marcada para a noite de 24 de Outubro, por recear que essa reunião tivesse os mesmos contornos que a reunião da manhã. “Também é provável que haja um documento pronto para distribuir aos jornalistas e que a reunião seja parecida com aquela que houve de manhã e essa é uma das razões porque eu não vou participar. Já tive numa reunião com os dirigentes do partido, já disse aquilo que tinha a dizer e, portanto, já me senti suficientemente ultrajada por participar numa reunião que já estava totalmente decidida e comunicada exteriormente.”

      Quanto ao futuro, Luísa Mesquita afirmou desconhecer as consequências da retirada de confiança política, sanções que poderão chegar mesmo à expulsão do partido. No entanto, assegura que só depois tomada de decisão do PCP irá tomar outras decisões, não sendo de excluir a sua passagem a deputada independente.
26-10-2007
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