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Edição Nº 70 Director: Mário Lopes Quinta, 17 de Agosto de 2006
Festas da Batalha
Fósseis do Mesozóico e livro sobre o concelho marcaram Dia do Município
     
     Apresentação do livro de Travaços Santos


          As Festas da Batalha decorreram de 12 a 15 de Agosto, com as presenças da Filarmónica Gil, Clã e João Portugal. O destaque vai para o dia 14 de Agosto, Dia do Município, com cerimónias oficiais durante a manhã no campo militar de S. Jorge e no Mosteiro da Batalha. D
urante a tarde, decorreu a inauguração da exposição “Invertebrados Fósseis do Mesozóico Português” e o lançamento do livro “Apontamentos para a História da Batalha”, da autoria de José Travaços Santos, seguido de uma visita ao Ecoparque Sensorial da Pia do Urso. À noite decorreu ainda o tradicional Encontro Anual de Emigrantes do concelho.

           Exposição “Invertebrados Fósseis
                     do Mesozóico Português”

            
                     Molusco amonóide
exposição “Invertebrados Fósseis do Mesozóico Português” decorre até 31 de Agosto na Galeria de Exposições Mouzinho de Albuquerque. A mostra exibe uma colecção de fósseis de organismos marinhos e salobros da Era Mesozóica, com idades compreendidas entre 250 e 65 milhões de anos, representando uma selecção de um vasto espólio reunido por Rui Louro, residente na localidade de Brancas, Batalha, fruto de buscas efectuadas a várias jazidas do Concelho da Batalha e arredores, bem como de outros pontos do País.

             A exposição é uma iniciativa do Museu da Comunidade Concelhia e envolve a colaboração do Laboratório de História Natural da Batalha e do Museu Mineralógico e Geológico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.               
                        Rui Louro


Em exibição estarão, entre outros, exemplares de: Celenterados Coraliários (corais), Moluscos Gastrópodes (búzios), Moluscos Bivalves (grupo de invertebrados a que pertencem os actuais berbigões e as amêijoas, por exemplo), Equinodermes Equinóides (ouriços-do-mar). As peças far-se-ão acompanhar de painéis explicativos com noções de Paleontologia e dos processos de fossilização.

             Numa área reservada da Galeria, poderão ainda ser visualizadas animações de vídeo de interesse pedagógico que procuram transmitir a ideia do ambiente marinho de há milhões de anos e explicar o processo natural que deu origem aos fósseis.            
                              Molusco nautilóide


Rui Louro, explorador de pedra há 22 anos, encontrou os primeiros fósseis há cerca de dez anos e desde então começou a pesquisar e a juntar cada vez mais informação e mais fósseis, contando já com cerca de 45 mil exemplares de fósseis. Este explorador de pedra, natural de Alcanede, veio residir para o concelho da Batalha há cerca de dois anos, e tem exposto na sua casa o espólio de fósseis, pelo que poderá ser visitado em qualquer altura do ano.

            O coleccionador teve então a ideia de expor os seus fósseis, tendo contactado o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha, que se prontificou de imediato a realizar esta exposição, com o apoio da Câmara Municipal da Batalha. Segundo Rui Louro, após o final da exposição na Galeria Mouzinho de Albuquerque, esta irá “ser itinerante pelas escolas do concelho da Batalha”, não descartando a hipótese desta itinerância ser aberta a outros concelhos.

             Para já, além da exposição itinerante pelas escolas, Rui Louro e o Museu da Comunidade Concelhia da Batalha estudam também a hipótese de levar os alunos a visitas de campo, onde podem observar alguns locais de onde foram retirados os fósseis.

 Lançamento do livro “Apontamentos
para a História da Batalha”
            
          José Travaços Santos


Depois da inauguração da exposição “Invertebrados Fósseis do Mesozóico Português”, seguiu-se o lançamento do livro “Apontamentos para a História da Batalha”, da autoria de José Travaços Santos. O lançamento do livro decorreu na Sala de Sessões da Câmara Municipal da Batalha e contou com a presença do autor, de António Lucas e Francisco Freitas, presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal da Batalha, respectivamente, e dos vereadores Paulo Batista Santos, Carlos Henriques e Graça Pereira.

             O livro “Apontamentos para a História da Batalha” aborda temas como os Quatro Templos da Vila da Batalha; a Festa da Santíssima Trindade; Rio Lena; Ponte da Boitaca; Nascimento do Concelho da Batalha; Terramoto de 1755; Toponímia da Batalha; Mosteiro da Batalha; Teixeira Gomes; Mouzinho de Albuquerque; Folclore da Batalha; jornais que existiram na Batalha, entre outros.

             Com este livro o autor tenta chamar a atenção dos batalhenses para a sua história e para os factos que se vão perdendo ao longo dos anos. José Travaços Santos não se define como um historiador, mas como “um contador de histórias”, que se interessa pelo passado do concelho e o quer transmitir às gerações vindouras. O autor agradeceu o apoio da Câmara Municipal da Batalha na edição do livro, sem o qual não teria sido possível editá-lo.

             Por sua vez, o presidente da Câmara da Batalha classificou este livro como uma obra que traz mais valor ao concelho da Batalha, ao mesmo tempo que manifestou a disponibilidade da autarquia para apoiar este tipo de obras. Para António Lucas, a edição deste livro com o apoio do município da Batalha visa defender e preservar a história deste concelho.

             A edilidade da Batalha “pretende valorizar e encorajar o trabalho de pesquisa dos investigadores do concelho da Batalha”. O autarca sublinha que estes livros e outros que serão editados “em muito auxiliarão, num futuro próximo, um estudo aprofundado e coeso acerca das múltiplas vertentes de índole cultural que determinam aquilo que somos hoje enquanto povo.”

          Festas da Batalha com balanço positivo 
 
            Segundo António Lucas, quando se pensa em eventos como o das Festas da Batalha, “o principal objectivo é que as pessoas participem nos eventos, porque o retorno do investimento público é a maximização da utilização pelos munícipes e pelos visitantes.” Assim, o autarca faz um balanço positivo das Festas da Batalha, uma vez que tiveram “bastante adesão popular, que é que aquilo que se pretende.”
17-08-2006
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