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Edição Nº 84 Director: Mário Lopes Quarta, 17 de Outubro de 2007
Prémios de escultura e pintura
Paulo Perre e Henrique do Vale vencem V Bienal de Artes Plásticas da Nazaré

     


Henrique do Vale com “Ouro do mar vivo”

O escultor Paulo Perre com o trabalho “Consersio in aliam naturam XII” e o pintor Henrique do Vale com “Ouro do mar vivo” foram os vencedores da V Bienal de Artes Plásticas da Nazaré, tendo os vencedores arrecadado os prémios de 3 000 e 2500 euros, respectivamente. Os 53 trabalhos seleccionados continuam em exposição no Centro Cultural da Nazaré até ao dia 21 de Outubro. Na cerimónia de premiação, que decorreu no dia 14 de Outubro, foram ainda atribuídas menções aos artistas Cristina Joana Oliveira, Rosa Pereira e José Fonte (menções honrosas em Pintura), e Conceição Cabral (menção honrosa em Escultura).

     Estiveram presentes na cerimónia Mafalda Tavares, vice-presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Lima de Carvalho, um dos elementos do júri e Mário Botas, responsável pela organização da Bienal. Estiveram inicialmente a concurso 200 trabalhos de 160 concorrentes, tendo sido seleccionados 53 trabalhos, 42 de pintura e 12 de escultura. De acordo com o júri, foram escolhidas as obras que «melhor traduziam o espírito deste certame, bem como o seu acerto cronológico e estético».

    Seg


Paulo Perre 

undo Mafalda Tavares, esta edição da  Bienal de Artes Plásticas da Nazaré foi “uma das melhores”, facto a constatar pela dificuldade do júri em seleccionar os trabalhos, pelo que os objectivos propostos pela organização foram atingidos. No entanto, a vice-presidente da autarquia nazarena revela que houve um menor número de participantes, quer pelo facto de a Bienal este ano se realizar em Outubro, quer pelo facto de os próprios artistas se preocuparem em mostrar cada vez mais maior qualidade nas suas obras. 

    Por seu lado, Lima de Carvalho fez votos para que esta bienal “seja o embrião de uma grande iniciativa” e defendeu ser “imprescindível que a próxima bienal tenha um espaço mais alargado”, de forma a que “não tenhamos de excluir tantos trabalhos que poderiam aqui estar presentes”. Lima de Carvalho faz ainda votos que a “VI Bienal seja maior e mais importante.”

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“Consersio in aliam naturam XII”

    A Bienal de Artes Plásticas da Nazaré atingiu a fase da “maturidade”, segundo Edgardo Xavier, que acompanha a iniciativa desde o seu arranque. “Esta edição é francamente melhor do que nos anos anteriores. Tem havido um trabalho continuado de evolução, por um lado, e os próprios artistas mostram uma maior preocupação com os trabalhos apresentados, por outro”, salienta.

    Henrique do Vale conquistou o primeiro lugar na Bienal, e o correspondente prémio monetário de 2.500 euros, com o quadro “Ouro do Mar Vivo”. Este artista, com 48 anos, nascido em Angola e residente actualmente em Vila Nova de Cerveira, expõe com regularidade desde 1990. Já ganhou diversos prémios e está representado em colecções privadas e de instituições. O autor tentou com a sua obra ilustrar “o espírito do mar e das pessoas que lidam com ele”, além de destacar “a coragem das pessoas”, que simbolizou com a bola dourada que pintou no seu quadro.

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Mário Botas, Mafalda Tavares e Lima de Carvalho

    Por seu lado, a obra “Conversio in aliam naturam XII” valeu a Paulo Perre o primeiro prémio na categoria de Escultura, no valor de 3.000 euros. A trabalhar e a residir em Lisboa, Paulo Perre tem uma vasta experiência em termos de participação em exposições desde 1995, tendo já sido várias vezes premiado. Está representado em inúmeras colecções, em Portugal e no estrangeiro.

      A peça vencedora na categoria de escultura tem um peso aproximado de 60kg e demorou cerca de um mês a fazer. Sobre o título, o autor revela que significa “convertido noutra natureza”. Na peça foram utilizados determinados materiais, como o cimento, a madeira e o azulejo, que se converteram numa nova função. O autor referiu ainda que esta obra significa “a procura da sua interioridade e auto-conhecimento”.

    A Bienal de Artes Plásticas da Nazaré tem vindo a assumir-se como um evento de referência no panorama artístico nacional. Baptizada com o nome de Thomaz de Mello (Tom), um dos artistas que imortalizou a Nazaré, a Bienal pretende relançar o papel que esta vila teve a nível das artes em Portugal, enquanto motivo de inspiração e criação para inúmeros artistas nacionais e estrangeiros. A Bienal de Artes Plásticas é uma organização da Câmara Municipal da Nazaré.

 

 
 

 
 


 

17-10-2007
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