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| Farmácia de Cós |
A população da freguesia de Cós está esperançada na reabertura da farmácia, que encerrou as portas depois de 20 anos de actividade. O fecho daquele equipamento consumou-se no dia 8 de Março e deixou os moradores daquela freguesia em estado de revolta, expressa num abaixo-assinado e na realização de uma manifestação onde se exigia do Instituto da Farmácia e do Medicamento (INFARMED) e da Sub-Região de Saúde de Leiria a satisfação das suas reivindicações.
O boicote às eleições legislativas antecipadas chegou a ser ponderado, mas essa hipótese foi afastada face aos apoios que a população foi recebendo durante a última semana. O presidente da Junta de Freguesia de Cós assegurou a solidariedade e empenho da Câmara de Alcobaça e da Sub-Região de Saúde de Leiria. A par disso, Álvaro Santo, autarca de Cós, garante que há quatro entidades interessadas em gerir a farmácia, pelo que só falta que o INFARMED autorize o seu funcionamento.
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População exige reabertura da farmácia |
As dificuldades económicas são os motivos apontados pelos proprietários para esta tomada de decisão. Porém, tal justificação não terá impedido que António José Henriques, dono do estabelecimento e vereador socialista da Câmara, votasse uma moção em que se exige o restabelecimento da farmácia.
Os habitantes haviam sido informados há um ano que a farmácia seria encerrada e transferida para a Benedita e, em sua substituição, os seus proprietários prometeram a abertura de um posto de medicamentos. No entanto, a oito dias do encerramento, os habitantes foram avisados que essa autorização não havia sido concedida.
Álvaro Santo lamenta o facto de muitas pessoas idosas, agora privadas da farmácia, "ficarem sujeitas a deslocações". Àquela farmácia acorriam não só os moradores de Cós, mas também das freguesias dos Montes, Alpedriz, Maiorga e até de Fanhais, no concelho da Nazaré.
José Augusto Pereira