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Edição Nº 68 Director: Mário Lopes Terça, 27 de Junho de 2006
Texto regista já três mil visitas
Editorial sobre Educação é o artigo mais lido de sempre do Tinta Fresca

 Mário Lopes

O editorial "A Educação, a bateria e a especialização" é já o artigo mais lido de sempre do Tinta Fresca. O texto da edição 68 tem motivado dezenas de comentários via e-mail de leitores de todo o Continente e Ilhas para a redacção do Tinta Fresca, sobretudo, de professores que manifestam a sua identificação com os argumentos nele expressos. O interesse dos leitores, nomeadamente professores, pelo editorial tem levado a que estes reenviem o endereço electrónico do editorial a colegas, familiares e amigos, estabelecendo assim uma cadeia nacional de comunicação.

"Um balde de "Tinta Fresca" sobre o muito que, nos últimos tempos, se tem dito e escrito sobre a educação em Portugal"

"Quero dar-lhe os mais sinceros parabéns pelo editorial que escreveu sobre "A Educação, a bateria e a especialização". Ele é um balde de "Tinta Fresca" sobre o muito que, nos últimos tempos, se tem dito e escrito sobre a educação em Portugal", escreveu um leitor a propósito.

O professor acrescentou ainda que "talvez sirva para sensibilizar os políticos do Ministério da Educação para a necessidade de, uma vez por todas, não seguirem o caminho mais fácil (que é o do "politicamente correcto"):  atirar as culpas do que está mal para os professores. Claro que isso é mais fácil do que reconhecer os erros de política educativa dos que, ao longo dos últimos anos, tiveram a responsabilidade de definir as regras da educação em Portugal."

A manta de retalhos que é a legislação que chega às nossas escolas, a sucessiva experimentação de teorias educativas de "aprender brincando", de desresponsabilização e de exigência só podem sair de quem nunca deu aulas e
não tem a mínima noção do que é uma escola.

Parece, nos últimos tempos, haver uma única preocupação: agradar aos pais/votantes e manter os alunos "guardados" na escola durante todo o dia. Os responsáveis políticos pela Educação com certeza nunca se questionaram como é que se sente uma criança presa num sítio em que lhe exigem trabalho, respeito e disciplina, valores que, na maior parte dos casos desconhecem completamente na sociedade em que vivem.

Claro que os professores são sempre os culpados... principalmente pela brilhante legislação disciplinar produzida pelos iluminados do Ministério da Educação. Os alunos precisam de descomprimir mas não dentro da sala de aula. Há que lhes dar tempo fora da escola. Esta tem que ser vista e entendida como um lugar de trabalho, de disciplina, de rigor", concluíu.

"Acho que se eu soubesse escrever bem, escreveria exactamente o mesmo"

Outra leitora escreveu: "Li sofregamente, de uma ponta à outra, o seu artigo no jornal “Tinta Fresca”. No final, apeteceu-me escrever-lhe de imediato para dizer-lhe que fiquei emocionada com o que li. Fui professora do 1º ciclo durante 36 anos e sei como é verdade tudo aquilo que diz no seu artigo. Eu própria me fartei de tentar levantar estes problemas mas sempre me mandavam calar como se eu estivesse a dizer obscenidades. Obrigada por ter escrito tudo isto. Acho que se eu soubesse escrever bem, escreveria exactamente o mesmo."

"Uma análise rigorosa e correcta do que se passa na Educação em Portugal"

"Uma análise rigorosa e correcta do que se passa na Educação em Portugal. Só tenho pena que, quase de certeza, ninguém do Ministério preste atenção ao seu artigo. Podia ser que aprendessem algo (se tiverem capacidade!) Concordo plenamente com a sua afirmação, sobre o total desconhecimento da realidade das escolas, das sucessivas equipas ministeriais no sector da Educação", escreveu um professor da Madeira.

"Sou professor há 18 anos no ensino público e tenho assistido a destruição paulatina mas constante do ensino público levada a cabo por sucessivos governos, mas a minha maior preocupação é a educação do meu filho que irá ingressar em breve no 1º Ciclo. Não tenho poder económico para escolher uma escola a sério, pois esta terá necessariamente que ser privada. E a seguir o caminho que tem vindo a ser seguido por este governo não restará uma única escola pública em que a preocupação seja ensinar e formar", referiu outro leitor. .

O mesmo leitor acrescentou: "Por isso, foi com verdadeira emoção que li o seu editorial e pensei: que nunca ninguém ao longo de todos estes anos conseguiu escrever tão bem e de forma tão informada e objectiva sobre o sector da educação."

"Acho ridícula a avaliação dos professores por parte dos pais"

Uma mãe de Aveiro escreveu: "Fui parar a este site por mero acaso e parei para dar uma vista de olhos e li o seu artigo sobre "A Educação, a bateria e a especialização", e adorei, eu não sou professora, e neste momento só dona de casa, mas a minha principal profissão é ser MÃE.   

    Tenho dois filhos, uma com 12 anos e outro com 9 anos, e faço parte da associação de pais da escola deles. e é com eles e por eles que me preocupo com o rumo com que este país toma, principalmente com a péssima formação dos nossos governantes.

Achei o seu artigo excelente, embora não seja professora tenho na familia sete professores, fora amigas de escola que já estão a exercer e sei o que elas passam, sei o que custa chegar a Setembro fazer as malas, deixar marido e filhos e ter de ir por exemplo para Bragança, (nós somos de Aveiro) eu como mãe, e que acompanho os meus filhos, sei o que me custaria ficar separadas deles...

Além disso acho ridícula a avaliação dos professores por parte dos pais, a medida da Ministra tinha lógica, se ela também pudesse ser avaliada pelos os  encarregados de educação ou pelos próprios professores, afinal é ela que dá a cara pela a Educação deveria ser ela a dar o exemplo, talvez resultasse!!!

    O nosso Primeiro-Ministro foi à Finlândia e adorou  ir a uma escola e ver o sistema de ensino e afirmou que era um modelo que Portugal podia seguir, aquilo  certamente  foi uma anedota que ele estava a dizer, ou seria o modelo para os colégios particulares que os filhos dele e dos amigos dele frequentam. Onde é que já se viu numa escola publica e de 1º ciclo haver um /computador portátil /para cada duas crianças????

"O teu artigo serviu para esclarecer algumas dúvidas que tinha e revela que quem sabe do que fala faz-se entender perfeitamente"

Um jornalista e pai escreveu: "Não sou professor, pelo que não consigo falar com tanta propriedade sobre o assunto, mas sou pai e a questão tem-me preocupado. O teu artigo serviu para esclarecer algumas dúvidas que tinha e revela que quem sabe do que fala faz-se entender perfeitamente, mesmo a um leigo nas matérias, como é o meu caso a respeito desta.

"O seu artigo merece a mais ampla divulgação"

"Não sou professor, sou um simples pai de uma aluna que está a finalizar o 4.º ano e está preocupado, e muito, com o estado da Educação no nosso País. Acabei de ler o seu Editorial “A Educação, a bateria e a especialização” e quero dizer-lhe quanto concordo com as suas opiniões. Já enviei o seu artigo a alguns amigos meus, merece a mais ampla divulgação", referiu um pai.

"Devia divulgá-lo como carta aberta à ministra da Educação"

"Quero felicitá-lo pelo artigo que escreveu no Editorial sobre educação. Está excelente e aborda os aspectos principais que afligem os profissionais da educação. Na minha modesta opinião, devia divulgá--lo como carta aberta à ministra da Educação (a letra minúscula não é gralha) num jornal nacional e enviá-lo também ao cuidado da senhora", sugeriu uma professora.

"Na escola onde estou não falamos de outra coisa, mas escrito desta maneira simples e clara… é que é de louvar"

"O artigo/ assunto que acabei de ler não me é estranho, também sou professor (2º ciclo) e na escola onde estou este ano não falamos de outra coisa, mas escrito desta maneira simples e clara… é que é de louvar. Não sei quantos endereços de correio electrónico tenho na minha lista mas prometo que todos vão receber este artigo", referiu outro professor. 

   
As escolas sobrelotadas e a nova reforma curricular

"Parabéns por este editorial! Seria bom divulgá-lo mais, é bom que se desmascare o mais possível a incompetência e arrogância desta equipa ministerial! Eu mesma vou divulgar este texto na escola e enviá-lo também ao maior número de pessoas possível.

Só queria acrescentar um pormenor que, na minha modesta opinião, não tem sido abordado em em muitos dos comentários que têm sido feitos a propósito destas questões:

- o ministério, com toda a generosidade de que a ME fala, continua sem resolver o problema das escolas sobrelotadas que funcionam em regime duplo discriminando negativamente, à partida, os alunos da tarde, que por razões óbvias (falta de concentração no período da tarde, dificuldade em gerir o tempo de estudo, etc.) são condenados a terem piores condições de trabalho durante a sua vida escolar (muito provavelmente a própria ministra, quando teve a filha a estudar, terá movido as suas influências para esta ficar a ficar no turno bom). Esse é o regime de grande parte das escolas das grandes cidades e das suas periferias que representam afinal o grosso da população escolar. 

- Outro grave problema a meu ver tem a ver com a reorganização curricular introduzida pela "intocável Ana Benavente". Foi posta em prática sem que o ministério tivesse dado formação aos professores nas áreas curriculares não disciplinares que preenchem um tempo considerável na carga horária semanal dos alunos em detrimento de outras disciplinas  e as aulas de 90 minutos têm-se revelado, em grande parte dos casos, desastrosas.

De notar que a ministra, com todo o seu "pretenso rigor avaliador sociológico " não se tenha debruçado sobre este assunto e avaliado aquilo que foi, afinal a alteração mais profunda introduzida a martelo no ensino nos últimos anos. Com toda a ligeireza ignorante com que fala de certos assuntos, será que ela se deu conta da dita reforma??", questionou uma professora de Cascais.
 
"Um excelente contributo pela positiva para um melhor entendimento da real situação do ensino em Portugal"

Um outro professor escreveu: "Venho por este meio agradecer o Editorial por V.Exa. assinado na edição nº 68 do Tinta Fresca. A lucidez, o conhecimento de causa e a objectividade patentes no mesmo levam-me a acreditar que ainda há neste país pessoas capazes reflectir seriamente sobre os verdadeiros problemas da Educação.

Para quem, como eu, lida diariamente com as situações abordadas no texto e com as consequências da actual e anteriores políticas educativas no desempenho da profissão este tem no mínimo um efeito tranquilizador, de que bem necessitamos perante o chorrilho de ataques despropositados de que a classe tem vindo a ser alvo. 

Faço sinceros votos no sentido de que este texto alcance o maior número possível de leitores deste país, pois é um excelente contributo pela positiva para um melhor entendimento da real situação do ensino em Portugal. Pela minha parte farei tudo ao meu alcance para o divulgar. 

Faço minhas as palavras da colega (profissional empenhadíssima) que me chamou a atenção para o mesmo: "...um dos melhores textos sobre o ensino básico e secundário."


PS- O Tinta Fresca agradece publicamente as generosas referências  dos leitores ao editorial, bem como as opiniões sobre este tema, seguramente, inesgotável. Num País onde tanto se manda e tão pouco se ouve, contribuições cívicas de pais e professores, para este assunto, e dos leitores em geral, para qualquer tema, serão sempre bem-vindas.


 

 


 

27-06-2006
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