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Edição Nº 101 Director: Mário Lopes Segunda, 9 de Março de 2009
Opinião
2009, ano de luta
   


José Peixoto

É normal que olhando o futuro, a maior parte dos portugueses sinta uma desagradável sensação de angústia, que se torna maior à medida que se vai conhecendo a dimensão da crise (devida às políticas dos sucessivos governos que, obcecados com o défice, acentuaram o desemprego, a precariedade, destruiram serviços sociais e diminuíram brutalmente o investimento público) e os contornos mais ou menos nebulosos das negociatas em que se vêem envolvidos detentores de cargos públicos e a alta finança numa relação de promiscuidade que tem servido para afastar os já muito cépticos portugueses de qualquer participação cívica, e nem as bravatas demagógicas do criador de ilusões José Sócrates e do seu staff conseguem esconder a incapacidade para gerir ou minimizar os impactos da crise sobre as populações e agir com abertura e frontalmente de forma a clarificar todas as situações que põem em causa a honorabilidade das instituições e daqueles que por mandato popular as representam.
 
   A recessão mundial atinge a economia do nosso país como um furacão, pois agrava a crise que já estava instalada e atira-nos para uma situação de emergência nacional com o disparar do desemprego nas primeiras semanas de 2009. Por isto tudo, quando penso politicamente o futuro próximo, é sempre na perspectiva do compromisso que assumimos: a defesa intransigente da liberdade e a busca de alternativas ao capitalismo, num mundo ecologicamente sustentável, combatendo todas as formas de exclusão baseadas em discriminações de carácter étnico, de género, de orientação sexual, de religião, etc.
   
   Agora, o Bloco de Esquerda tem uma prioridade: combater a recessão, apresentar e fazer vencer propostas para responder a esta situação de emergência. Essas propostas podem ser conhecidas e actualizadas através do portal http://esquerda.net . Será neste contexto que nos apresentaremos aos três actos eleitorais que decorrerão este ano, em que o programa eleitoral estará em discussão aberta à contribuição de quem connosco queira colaborar, conforme abaixo está explícito: 

   Programa eleitoral em debate 

   O programa eleitoral do Bloco de Esquerda será elaborado através de um debate na internet, estimulando a participação de militantes, de activistas de movimentos, de especialistas e de homens e mulheres de esquerda de diversas opiniões. Nunca nenhum partido em Portugal promoveu um processo de discussão aberta deste tipo. O Bloco fá-lo-á aqui: http://igualdade.bloco.org/ . Não vai ser fácil, mas tempos duros exigem medidas rápidas e eficazes. Será um tempo de muita luta, mas para isso estamos prontos, com a convicção e a paixão de quem quer e sabe que tem qualidade para fazer a diferença.

As melhores saudações 

   José Peixoto
09-03-2009
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Comentário de Fernando António da Costa Rocha
10-03-2009 às 22:23
É bom ver o meu Amigo Peixoto a dizer o que é justo dizer ou seja que a política que temos é o caminho para o abismo. Abismo de que só poderemos sair com uma profunda alteração de voto de muitos eleitores. Precisamos de colocar aos portugueses uma acessível alternativa, que mesmo que, verdadeiramente, o não possa ser, por ter dificuldade em ter votos suficientes para substituir este Poder oportunista e cúmplice com os piores dos males, para o País (corrupção, falta de uma estratégia séria para o País, ataque aos direitos dos mais fracos e humildes e facilitismo para os grandes); seja uma autêntica alternativa de políticas e políticos sérios, um poderoso travão a estes Senhores, com um duvidoso engenheiro à cabeça. Mas é preciso que, também, convencemos o eleitorado para que não se deixe ir na falsa auréola de "rigor" de M.F.Leite, uma "santa padroeira dos falidos" ("santidade" a que ascendeu, quando pelo Governo andou), com a venda de "impostos", ao desbarato, a um certo "HOMEM DAS ARÁBIAS", dono do Banco Citygroop. De facto, caro Peixoto, tens razão. Só o voto e o apoio ao Bloco pode dar uma nova alma ao País, de todo desgraçado com estas políticas e políticos, que pensam, sobretudo, com a barriga, que não pára de se encher. Força e coragem para mudar (muita) é precisa. E como dizia o cantor/poeta, símbolo de "Abril", "é preciso avisar a malta"
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