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Qual dos partidos vai perder mais deputados nesta eleição para o Parlamento Europeu?
PDR
PS
PSD
BE
CDS
CDU
Edição Nº 221 Director: Mário Lopes Terça, 14 de Maio de 2019
Leiria
António Costa ignora parceiros da Geringonça
e reclama para o PS os louros da governação
   
                 António Costa foi buscar apoio político a Leiria
O secretário-geral do PS António Costa juntou mais de mil apoiantes no jantar-comício na Ortigosa, Leiria, no dia 10 de maio, no âmbito da campanha para as eleições para o Parlamento Europeu. No rescaldo da crise provocada pela ameaça de demissão do Governo, se a contagem integral do tempo de serviço dos professores congelado no tempo da Troika fosse aprovada pelo Parlamento, o primeiro-ministro ignorou os seus parceiros na “Geringonça” e reclamou para o PS os louros da governação dos últimos 4 anos. Usaram da palavra. António Sales, presidente da Federação Distrital de Leiria do PS, Raul Castro, presidente da Câmara Municipal de Leria, Margarida Marques, nº 4 da lista ao Parlamento Europeu, assim como o cabeça de lista socialista, Pedro Marques.

    Perante uma plateia predominantemente com mais de 50 anos, tanto António Costa como Pedro Marques centraram os seus discursos na narrativa do “Governo das contas certas” e acusaram diretamente PSD e CDS de irresponsabilidade política e orçamental, mas também indiretamente os parceiros da coligação conhecida como “Geringonça”, sublinhando que na hora da verdade, só o PS é o garante da responsabilidade orçamental, não dando “um passo mais longe que a perna” perante as reivindicações dos vário sectores sociais e sindicais.

   António Costa, que já foi cabeça de lista do PS pelo distrito de Leiria nas eleições legislativas de 2002, começou por demonstrar ser conhecedor do distrito, do Bombarral a Pedrógão Grande, elogiando as potencialidades do distrito e a capacidade empreendedora das suas gentes, sem esquecer a resiliência das populações martirizadas pelos incêndios do norte do distrito.

    Recentemente chegado de um Conselho Europeu, António Costa defendeu que “a Europa é um projeto inacabado" e, por isso, "podemos sempre melhorá-lo.”

   O primeiro-ministro elencou algumas das estratégias defendidas por si no Conselho Europeu, nomeadamente, “a igualdade de género entre homens mulheres em toda a Europa”, em especial, a igualdade salarial, o reforço do princípio da cooperação multinível, destacando que “cada um deve fazer aquilo que tem melhores condições de fazer” e, por isso, "quanto mais dermos força às regiões e municípios mais perto a Europa estará perto no dia a dia de cada um de nós e das nossas empresas.”

   Lembrando o malogrado secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, recordado e homenageado com um vídeo alusivo à sua vida e obra nesta noite, António Costa defendeu ainda “o apoio às pequenas e médias empresas (PME), como as do distrito de Leiria, pois são as PME a coluna vertebral e o músculo da economia europeia e, por isso, devem ser apoiadas.”

   O primeiro-ministro propôs também no Conselho Europeu “uma política europeia de apoio ao empreendedorismo porque a inovação é o caminho e o progresso do crescimento inclusivo para toda a gente” e a “prioridade ao trabalho digno”, considerando que “o trabalho é fundamental para combater o desemprego, mas não um trabalho qualquer e sim com salários dignos, com qualidade e oportunidades de carreira.”

  
       Pedro Marques aproveitou para lançar o slogan da noite:
                        "Costa avança com toda a confiança"
O secretário-geral do PS lembrou que “a economia está a enfrentar desafios extraordinários, como a transformação digital”, pelo que defende o reforço da formação profissional e da aprendizagem ao longo da vida.

    Relativamente às eleições europeias, o secretário-geral do PS lembrou o percurso político de Pedro Marques desde vereador no Montijo a secretário de Estado da Segurança Social, trabalhando no terreno com as populações, tendo implementado o programa Pares e beneficiado milhares de IPSS pelo País fora. “Agora, como ministro andou a lutar pela eletrificação da Linha do Oeste que já era um objetivo em 2002”, destacou.

   Também Margarida Marques, que representou o Bombarral nas eleições legislativas de 2015, mereceu uma palavra de apreço de António Costa, que piscou o olho à plateia ao afirmar que “vai agora representar o Distrito de Leiria para o Parlamento Europeu.”

   Já Paulo Rangel e Nuno Melo foram duramente criticados pelo secretário geral do PS: “Impressiona-me muito ver que o PSD e o CDS continuem a insistir em candidatos ao Parlamento Europeu que são muito engraçadinhos para debates na televisão mas não são capazes de dar um único exemplo de qualquer contributo para melhorar a vida de qualquer português.”

   Assim, prosseguiu, “não sejamos ingénuos, dar força ao PS na Europa é dar força ao PS em Portugal para podermos fazer com responsabilidade o caminho que iniciámos há três anos. Há três anos éramos os únicos a dizer que não era necessário sair da Europa ou romper com o Euro para reverter a austeridade e quando dizíamos que não era preciso a austeridade para nos mantermos na Europa e no Euro todos estavam contra nós e a verdade é que, em três anos, nós provámos que tínhamos razão.”"

     António Costa puxou depois dos galões na defesa do seu legado governativo: “ Em três anos devolvemos salários e pensões, baixámos o IRS, baixámos em 25% as taxas moderadoras na saúde, introduzimos os manuais escolares (gratuitos) no ensino obrigatório, fomos dando passos para apoiar as empresas na sua modernização e a verdade é que, com isso, conseguimos aumentar o rendimento das famílias, aumentar o investimento das empresas e o resultado é que, pela primeira vez, o País está a crescer acima da média europeia desde a sua entrada para o Euro, tem o desemprego a cair e com as taxas mais baixas das últimas décadas e, finalmente, tem também contas certas, com o défice controlado e a dívida a baixar.”