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| Natal |
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Há dois mil anos não pude fazer nada por ti. Ainda não tinha acontecido o meu Natal. Hoje, existo e estou atento. Sou sentinela à espera do teu Natal.
Quero ser um presépio, porventura mais tosco e pequeno do que o original. Mas quente e disponível. Preparado. Cuidado. Quero acolher, por inteiro, o imenso AMOR que tu, Menino, mais uma vez, me vens oferecer. E sei que, neste buraco que sou eu, tu, Jesus, vais nascer, porque, para ti, nada é impossível.
Vem, Menino de Belém, Menino de todas as terras. Vem nascer nos nossos corações, vem ocupar os nossos vazios, apagar os nossos medos, cicatrizar as nossas feridas, desafiar-nos ao perdão, encher-nos de audácia, purificar os nossos olhares, ensinar-nos gestos novos, abraços solidários, colocar nos nossos lábios o sorriso da alegria e da esperança.
Obrigado, Senhor, por te fazeres, primeiro, pequenino, para caberes em nós, e depois imenso, para nos atraíres à eternidade. Obrigado por nos amares tanto e não desistires de nós. Obrigado por quereres nascer de novo entre nós. És o abraço do nosso Pai dos céus. Vem, Menino! Estamos à tua espera!
Padre Carlos Jorge
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| 15-12-2009 |
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