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Edição Nº 84 Director: Mário Lopes Segunda, 15 de Outubro de 2007
Torres Vedras
Luís Filipe Menezes: PSD recusa crescimento económico minimalista

     


Luís Filipe Menezes e Santana Lopes
lado a lado: uma liderança bicéfala?

O Congresso Nacional do PSD, que decorreu de 12 a 14 de Outubro, na Expotorres, em Torres Vedras, consagrou Luís Filipe Menezes como o novo presidente, mas a grande novidade é a previsível eleição de Pedro Santana Lopes para líder da bancada parlamentar do PSD. Em termos de discurso político, as grandes novidades de Menezes são a exigência de uma nova Constituição da República e a recusa do actual modelo de Globalização, defendendo que só pode haver mercado livre se todas as economias respeitarem os Direitos do Homem e as regras ambientais. 

      Ângelo Correia substitui Manuela Ferreira Leite como presidente da Mesa do Congresso e para a Comissão Política Nacional foram eleitos, como vice-presidentes, Luís Fontoura, Rui Gomes da Silva, Zita Seabra, Fernando Seara, Mendes Bota e Duarte Lima. O novo secretário-geral é Ribau Esteves, presidente da Câmara de Ílhavo.

       Os novos vogais são Couto dos Santos, Feliciano Barreiras Duarte, José Silvano, José Canavarro, Paula de Castro, Joaquim Coimbra,  Armindo Costa, Eduardo Teixeira, Arlindo Carvalho e Paulo Pereira Coelho. O Conselho de Jurisdição será presidido por Amorim Pereira.

     


Novo presidente do PSD é mais fluente
na comunicação com os média

Luís Filipe Menezes surpreendeu no discurso de encerramento ao falar mais de uma hora de improviso. O presidente do PSD começou por historiar o papel do PSD na governação de Portugal, considerando que o País partiu com oito anos de atraso para a democracia plena, relativamente à Grécia e à Espanha, ciclo só encerrado após a extinção do Conselho da Revolução na revisão constitucional de 1982. Menezes entende que, ao contrário destes dois países, Portugal só entrou na economia de mercado em 1989, depois de abrir à iniciativa privada a televisão e as empresas públicas obsoletas. 

      Ao contrário de Marques Mendes, Luís Filipe Menezes assume “com muito orgulho” os dois últimos governos do PSD porque “governaram em condições difíceis.” O presidente do PSD considera que o equilíbrio das contas públicas é feita à custa da pobreza  e acusa o actual Governo de insensibilidade social ao penalizar deficientes e reformados com baixas pensões. Menezes acusa o Governo actual de reduzir o rendimento dos portugueses ao nível mais baixo dos últimos anos, conduzindo “um pacote minimalista” de “crescimento mínimo garantido.”

      Embora afirme o PSD como um partido de Centro-Esquerda, Luís Filipe Menezes defende a privatização das empresas de tratamento de resíduos sólidos urbanos, de águas residuais e até de abastecimento de água. O líder social-democrata defende também que desenvolver o interior já não é apenas um problema de identidade nacional, mas sim “um sinal de inteligência”, dado que está mais próximo dos consumidores espanhóis.

     


XXX Congresso do PSD gerou expectativa

O presidente do PSD acusou a ministra da Educação de se demitir da responsabilidade de encontrar uma solução para os 40 mil professores desempregados, defendendo cursos de requalificação para os jovens universitários que concluíram cursos sem saídas profissionais. Luís Filipe Menezes discorda da política de “desmantelamento do estado social” seguida pelo Governo de José Sócrates, considerando impossível competir neste capítulo com a China ou a Índia. Assim,  defende que a competitividade da economia deve ser conseguida com inovação e não à custa de baixos salários ou diminuição dos direitos sociais. 

      Luís Filipe Menezes anunciou que o Grupo Parlamentar do PSD irá apresentar na Assembleia da República um projecto de uma nova Constituição, do qual não deverá constar o Tribunal Constitucional, por obedecer a lógicas político-partidárias, espelhadas muitas vezes em votações de 7-6 neste órgão. A fiscalização da Constituição ficaria assim a cargo do Supremo Tribunal de Justiça. O presidente do PSD propõe também a extinção da entidade reguladora da comunicação social, defendendo antes a autoregulação que deveria ser efectivada por uma Ordem dos Jornalistas.

      O líder social-democrata admite que muitos portugueses gostam de um estilo afirmativo de governação, mas acusa José Sócrates de seguir um estilo autoritário e arrogante, imitado depois pelos seus subalternos. Luís Filpe Menezes considera que o PSD é o pai da concertação social, prometendo dialogar com os sindicatos e unir os portugueses, se for eleito primeiro-ministro.

      Mário Lopes

15-10-2007
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