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Edição Nº 44 Director: Mário Lopes Quarta, 23 de Junho de 2004
Ansião, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós
Festival de Teatro da Alta Estremadura: os vários olhares sobre Santo Agostinho

 

O Festival de Teatro da Alta Estremadura foi este ano dedicado a Santo Agostinho (354 - 430). Os 5 grupos convidados abordaram o tema de forma diferente: o grupo "O Nariz" optou por um monólogo, o Teatro Amador de Pombal escolheu a vida libertina da juventude do santo, o Te-Ato baseou-se no livro "As Confissões" e o teatro do Sport Operário Marinhense (SOM) em parceria com o Teatro Experimental do Porto (TEP) optou por recriar a história de vida do autor de "A Cidade de Deus" com a peça "Ao Encontro da Luz", apresentado em 10 locais diferentes.

Esta edição 2004 do Festival de Teatro da Alta Estremadura teve lugar de 28 de Abril a 29 de Maio, em Ansião, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós. Uma das representações da peça "Ao Encontro da Luz" teve lugar no dia 21 de Maio, precisamente na Igreja de Santo Agostinho, em Leiria. Contudo, se pelo simbolismo a escolha do local não poderia ser mais acertada, o mesmo não se pode dizer da acústica, que deixou muitos espectadores com sérias dificuldades em entender os actores, apesar da boa projecção de voz evidenciada no espectáculo. A peça contou ainda com a feliz participação do coro do Sport Operário Marinhense.

Norberto Barroca, encenador da peça e director artístico do TEP, considerou que o espectáculo correspondeu às expectativas, mas também admitiu que nunca está satisfeito e, por isso, se o começasse de novo iria refazê-lo e tentar que se superasse. De qualquer forma, realçou, sobretudo, a ligação entre o grupo de teatro amador e os dois actores profissionais, João M. Mota (como Santo Agostinho) e Paulo Narciso (como Alípio), um trabalho conjunto que cumpriu os objectivos pretendidos.

Ao todo foram 10 espectáculos: os 2 primeiros aconteceram em Gaia (Mosteiros da Serra do Pilar e de Grijó), e os restantes na Marinha Grande, Fátima, Leiria (Igreja de Santo Agostinho e Colmeias), Porto de Mós, Mosteiro da Batalha, Pombal e Vieira de Leiria. Segundo Norberto Barroca, a adesão foi muito boa, apesar do número de espectadores ter variado de espectáculo para espectáculo. O encenador que se baseou nos livros "A Cidade de Deus" e "Confissões", de Santo Agostinho, reconhece que o espectáculo é difícil, durando cerca de uma hora em que se exige do público uma grande atenção à palavra, mas assegura que, no final, o balanço foi positivo.

 

Barroca admite os problemas acústicos da Igreja de Santo Agostinho, mas assume que decidiu correr o risco. Na Marinha Grande, refere que estiveram presentes 400 pessoas, o que facilitou a audição. Durante o ensaio, da parte da tarde apercebeu-se do eco, mas considera que com a entrada do público, esse efeito foi superado em parte e se conseguiu "uma boa audição".

Isabel Ferreira, uma das actrizes do grupo de teatro do Sport Operário Marinhense, explicou, por sua vez, que a proposta para realizar esta peça partiu de Norberto Barroca, verdadeiro inspirador do teatro do Sport Operário Marinhense e uma pessoa muito ligada à História. Um desafio difícil em termos funcionais, uma vez que o encenador vive e trabalha no Porto, mas "com um bocadinho de sacrifício e amor à camisola" conseguiram reunir-se algumas vezes na Marinha Grande e levar por diante o projecto. A actriz revela que deu bastante ao grupo fazer esta peça, porque é um teatro diferente e é importante pegar em temas que, geralmente, não são tratados. Neste caso, "um tema de filosofia medieval, mas com bastante actualidade".

E como se sente a actuar numa igreja? Isabel Ferreira confessa que a igreja lhe é familiar por ter tido uma educação católica e, por isso, não sentiu qualquer incómodo por actuar num espaço de culto. Pelo contrário, considera a igreja um espaço muito bonito e o palco ideal para uma peça deste tipo. A actriz lamentou apenas os problemas de acústica e do consequente eco que levou o público a perder muito do texto, apesar do esforço dos actores para falarem pausadamente, mesmo com prejuízo de alguma expressividade.

Mário Lopes

23-06-2004
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