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Edição Nº 228 Director: Mário Lopes Sexta, 3 de Janeiro de 2020
Câmara Municipal da Marinha Grande decreta luto municipal para o dia das cerimónias fúnebres
Faleceu o encenador, ator e arquiteto marinhense Norberto Barroca
 
                         Norberto Barroca
A presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Cidália Ferreira, decreta luto municipal para o dia das cerimónias fúnebres do encenador, ator e arquiteto Norberto Barroca, falecido esta quinta-feira, 2 de janeiro de 2020.

   Para a presidente, ”esta é uma triste notícia que muito nos marca. Norberto Barroca foi e será sempre - porque nunca o esqueceremos - um grande Marinhense. Artista, encenador de gabarito Nacional, figura de reconhecido mérito, graças a Norberto Barroca boa parte da memória histórica do povo Marinhense permanecerá eternamente viva. Obrigada por tudo, Norberto. Ficam as enormes saudades. Até sempre."

    Até às 18h00 do dia 2 de janeiro, ainda não era conhecida a data e hora das cerimónias fúnebres.

    Biografia de Norberto José Guerra Barroca, escrita pelo próprio para a Câmara Municipal da Marinha Grande, em setembro de 2019:

“Nasci na Marinha Grande e desde muito cedo comecei a ir ao teatro e a interessar-me por esta arte. Fazia teatro em casa e dizia poesia; depois, também no Externato Afonso Lopes Vieira. Quando fui estudar arquitectura para Lisboa iniciei-me no Teatro Universitário, com direcção de Fernando Amado. Com ele fui para o Centro Nacional de Cultura onde me estreei no Grupo Fernando Pessoa, em 1960, dizendo poesia. Com o Grupo fiz espectáculos por todo o país e também no Brasil, Angola e Moçambique. Em 1964, na Casa da Comédia, ainda com direcção de Fernando Amado, fui o protagonista da peça de Almada Negreiros, Deseja-se Mulher, com a presença do autor. Também na Casa da Comédia estreei-me como encenador em 1967 com a peça As Noites Brancas de Dostoievski e aí encenei outras peças tendo ganho o Prémio da Imprensa de Encenação, por Fando e Lis de Arrabal, em 1969. Tive, então, uma Bolsa da Fundação Gulbenkian para estudar teatro em Londres na East 15th Acting School. Nesse mesmo ano defendi tese de Arquitectura e tive um convite para integrar a equipa do Gabinete de Urbanização e Habitação da Região de Lourenço Marques (hoje Maputo) e para lá parti. Aí, a par do meu trabalho de arquitecto fiz teatro tendo posto em cena o primeiro espectáculo de temática africana interpretada totalmente por artistas negros num total de 60. O espectáculo – Os Noivos ou Conferência Dramática sobre o Lobolo – baseado num texto de Lindo Hlongo teve grande impacto e êxito. De regresso a Lisboa, na Casa da Comédia, entre outros espectáculos encenei Um Barco para Ítaca de Manuel Alegre, que se representou por todo o país e, no âmbito do programa de Dinamização Cultural do Movimento das Forças Armadas se representou também na Grã Bretanha e na Alemanha. Fiz parte do Teatro Experimental de Cascais e encenei espectáculos em quase todos os teatros de Lisboa – Teatro Laura Alves, Teatro Estúdio de Lisboa, 1º Acto de Algés, Teatro S. Luís (de que fui Director Artístico), Teatro Maria Matos, A Barraca, Teatro ABC, Teatro Maria Vitória e Teatro Nacional D. Maria II. Dirigi espectáculos de Café Concerto. Em Viseu dirigi um espectáculo para o Grupo A Centelha e, a convite da companhia Seiva Trupe do Porto, encenei alguns espectáculos, entre eles, Um Cálice de Porto que esteve em cena durante dois anos seguidos, tendo-se também apresentado em várias cidades do país e na Galiza. De 1998 a 2009 fui Director Artístico do Teatro Experimental do Porto, onde dirigi e interpretei um importante reportório do teatro mundial, no Porto e em Vila Nova de Gaia.

Trabalhei na Rádio – Emissora Nacional – a partir de 1961, em programas de poesia, teatro e folhetins. Na Televisão estreei-me como intérprete de teatro em O Capote de Gogol, tendo interpretado muitas outras peças, assim como programas de poesia, nomeadamente com David Mourão Ferreira. No cinema fiz trabalhos de dobragem, dando voz a alguns actores estrangeiros e participei em alguns filmes, o último dos quais, numa produção francesa. Tenho alguns discos de poesia gravados para a Valentim de Carvalho e para o Instituto de Alta Cultura.

Na Marinha Grande tenho feito várias encenações para o Grupo de Teatro do Sport Operário Marinhense de que se destaca A Soprar se vai ao Longe. Também para a Câmara Municipal da Marinha Grande fui assessor para a área da cultura e escrevi e encenei alguns espectáculos de recriações históricas. Escrevi e encenei espectáculos para a infância na Comissão Nacional dos Descobrimentos Portugueses e para a Expo 98; e ainda: Espectáculos de Luz e Som (Castelo de Leiria, Mosteiro da Batalha e Mosteiro de Alcobaça), Memória de Pedra (no aniversário da elevação da Batalha a vila), Memórias de Lúcia (no 90º aniversário das aparições de Fátima). Realizei espectáculos para as Comemorações dos 75 anos do Turismo em Portugal, Cortejo Histórico dos 600 Anos dos Bombeiros em Portugal, Cortejo do Dia da Limpeza e Cascatas de S. João (para a Câmara Municipal do Porto) e Via Sacra ao Vivo (que ainda se efectua no Castelo de Ourém).

Escrevi e adaptei vários textos de teatro, alguns publicados como comunicações apresentadas nos Congressos “Romantismo” (Câmara Municipal de Sintra) e “A Festa” (Instituto de Estudos do Século XVIII - Lisboa). Para publicação tenho a minha Dissertação de Mestrado – A Opereta em Portugal da Ditadura Militar ao Estado Novo (disponível na Faculdade de Letras do Porto, no Centro de Estudos Teatrais da Faculdade de Letras de Lisboa e Museu do Teatro e da Dança); e Mirita Casimiro – actriz de intuição e talento (biografia) a editar pela Chiado Editora.
Leccionei teatro no Centro Cultural de Benfica, Casa Pia de Lisboa, Academia Sénior de Gaia, Oficinas de Teatro do Teatro Experimental do Porto e Escola Superior Artística do Porto.

Distinções: Prémio da Encenação da Casa da Imprensa (1969), Prémios de Melhor Espectáculos do Ano da Associação de Críticos e da Revista Nova Gente (1982 e 1983), Diploma de “Excelência Pessoana” pela Associação Fernando Pessoa (2003); Medalha de Oiro de Mérito Cultural, da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia (2006), Profissional do Ano do Rotary Club da Marinha Grande (2006), Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores (2009), entronizado Confrade de Honra pela Confraria Eça de Queirós e o Prémio Carreira da Associação de Futsal de Vila Nova de Gaia (2009); em 2010 foi homenageado pela Câmara Municipal de Marinha Grande e Sport Operário Marinhense, pelos 50 anos de profissional de teatro; em 2013 foi homenageado por “Intervalo – Grupo de Teatro” do Concelho de Oeiras e recebeu o Prémio Reconhecimento da Fundação Inatel – Leiria; em 2019, homenageado pela Ordem dos Arquitectos por mais de 50 anos de vida associativa.”
 
    Fonte: GI|CMMG
03-01-2020
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