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| A Síndrome de 2009 |
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Mª Ofélia Moleiro
O ano de 2008 foi um ano para esquecer.
O mundo, o país e a nossa região de Leiria sofreram golpes rudes no seu desenvolvimento. Seja pela globalização, por uma política déspota e desajustada dos Estados Unidos ou pela incompetência de Governos e Instituições, o Mundo recuou.
Em Portugal, a gigantesca revolta social, com destaque para os protagonistas Professores e Camionistas, não demoveu o Governo autista de José Sócrates.
Com diferentes razões, todos protestaram por resultados catastróficos, de políticas centradas na propaganda assente em previsões falaciosas ou erradas.
O Distrito de Leiria foi palco de situações que atestam a sua falta de liderança no contexto nacional e reforçaram a sua debilidade, apesar da força intrínseca e da sua dinâmica endógena.
A OTA apagou a luz ao fundo do túnel da esperança de um protagonismo desejado.
A fileira da madeira foi atacada pela doença do pinheiro, o nemátodo, ameaçando arruinar uma riqueza regional e nacional.
O tratamento de efluentes suinícolos foi adiado mais uma vez e, com isso, acelerada a morte de um rio poluído.
A estrutura económica da região foi abalada por uma onda de falências e despedimentos, enfraquecendo o tecido empresarial e o nível de vida das populações.
Num cenário evidente de recessão, fenómenos como a Bolha, (o jogo que promete fortuna rápida) proliferam e, não é por acaso, que Leiria se tornou a capital nacional da Ilusão.
Cansados de sofrer em 2008 aguardávamos a passagem do ano,
como quem pede: “tirem-me deste filme!”.
Entre música e foguetes, de champanhe em punho, por breves momentos, sonhámos com um dia melhor.
Os Gatos Fedorentos na SIC, foram mais realistas e informados.
Sabendo que 2009 seria também para esquecer fizeram a passagem do ano directa para 2010.
Mesmo assim, pouco cautelosos.
Deveriam ter feito, sabe-se agora, para 2011 ou 2012 ou, se calhar, directamente para 2013.
Ficaríamos então, numa espécie de hibernação até que a síndrome da crise se desvanecesse e acordaríamos num mundo renovado por Barack Obama.
Entretanto, aqui em Portugal já não teríamos um cada vez mais arrogante Sócrates, mas um Governo moderno, amigo do ambiente, das pessoas e finalmente… amigo do Distrito de Leiria.
Um Distrito onde o esforço dos nossos autarcas fosse acompanhado por uma Administração Central impulsionadora das potencialidades e do dinamismo das nossas gentes.
Então, o Centro Cultural das Caldas da Rainha, o Teatro renovado do Bombarral, a criatividade de Óbidos, o Centro Empresarial de Ansião, (para citar alguns ícones recentes) e a luta desigual dos concelhos do Norte desertificado, fariam todo o sentido numa região próspera, activa e protagonista da economia e dos desígnios nacionais.
Até lá, resta-nos lutar contra a síndrome de 2009 que nos ameaça empobrecer e recuar no desenvolvimento.
Pelo menos, o ano traz-nos uma grande oportunidade: a de mudar de Governo.
Saibamos aproveitá-la e 2009 poderá ser um ano para lembrar.
Maria Ofélia Moleiro
Deputada do PSD eleita pelo Círculo de Leiria
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| 02-02-2009 |
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