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Edição Nº 214 Director: Mário Lopes Sábado, 3 de Novembro de 2018
Empresa quer explorar gás na Região Centro
Ambientalistas acusam Australis Oil & Gas
de realizar sessão de esclarecimento 'secreta'
  
Presença dos membros da Academia Cidadã junto à Câmara
                                        Municipal de Leiria
A Academia Cidadã, que integra as associações ambientalistas Linha Vermelha - Academia Cidadã e Climáximo, Movimento de Cidadãos da Zona Centro contra a Exploração de Gás, Peniche Livre de Petróleo, Marinha Grande Livre de Petróleo e GPS Grupo Protecção Sicó acusou, no dia 31 de outubro, a Australis Oil & Gas, empresa que quer explorar gás na zona Centro, de ter realizado uma sessão de esclarecimento "secreta". “A Australis Oil & Gas vem a Leiria simular a informação à população local, mas fá-lo secretamente e quase à porta-fechada, recusando a entrada da população, não vá surgir o contraditório ou as perguntas incómodas para as falsas verdades que vêm apregoar”, denunciou a Academia Cidadã, que acusa a empresa de “ falta de transparência.”

   O país tinha 15 contratos de prospeção e produção de petróleo ativos em 2016, do Algarve ao Porto, em terra e no mar. Na mesma semana que o consórcio GALP / ENI desistem da prospecção de petróleo em Aljezur, a Australis Oil & Gas anuncia os planos futuros para o furo em Aljubarrota e um novo furo na Bajouca, concelho de Leiria, mas a Academia Cidadã assegura que a região não quer ser “o campo experimental que o país recusou”, defendendo “nem gás, nem petróleo, queremos renováveis!”

   “Não queremos furos em Aljubarrota nem na Bajouca, queremos os contratos cancelados e as petrolíferas nos museus para recordar a história. Queremos energias renováveis, queremos terra e águas puras para a agricultura e para um futuro saudável. Não aceitamos que a região centro seja o campo experimental que todo o país recusou, também estes contratos devem ser cancelados”, reclama a Academia Cidadã.

   Os ambientalistas defendem que “é urgente parar esta calamidade ambiental decidida unilateralmente por sucessivos governos sem consulta às populações locais e autarquias, e que além do mais não terá qualquer tipo de benefício económico para a região. Estes furos de gás ditos convencionais em plena zona centro irão ter impacto extremamente negativo para toda a região. A contaminação de águas superficiais e profundas que abastecem as populações e agricultura com lamas, reações instáveis do solo calcário, e uso massivo de água potável para fazer furos em altura de seca são apenas algumas das consequências negativas, já largamente vistas noutras prospecções deste tipo.”

   A Academia Cidadã recorda também o parecer da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) em Julho deste ano, que refere que o relatório e os planos apresentados pela Australis Oil and Gas careciam de rigor e exatidão, apresentando pouca informação. A APA garantiu assim que o processo de avaliação de impacte ambiental foi suspenso e que a Australis, a entregar a informação referida como estando em falta, teria de recomeçar o processo. Hoje, a Australis Oil & Gas garantiu já ter entregue a documentação em falta, no entanto, sendo verdade, a APA ainda não se pronunciou nem notificou publicamente os participantes, como prevê a lei.

   Os ambientalistas afirmam que, para evitar o desastre climático, cumprindo o acordo de Paris, o mundo tem 12 anos para reduzir 45% das emissões de CO2 e cerca de 80% da energia fóssil atualmente conhecida deve manter-se no subsolo. No caso de Portugal, “não é preciso procurar mais”, uma vez que “nunca tivemos produção petrolífera e não é no fim da sua história que a queremos ter”, reclamam, defendendo um futuro com energias limpas e renováveis.

   Os ambientalistas querem “ouvir e ser ouvidos, só assim se promove a cidadania, só assim há democracia. Queremos promover laços entre cidadãos, organizações e autarquias2, e, por isso, marcaram presença neste dia em Leiria, questionando por que motivo esta sessão não foi amplamente divulgada e por que motivo não os deixaram entrar. “Quem não deve não teme, mas esse não é, aparentemente, o caso da Australis Oil & Gas”, concluem.
03-11-2018
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