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Edição Nº 226 Director: Mário Lopes Quinta, 31 de Outubro de 2019
Rui Pedrosa defendeu a importância da designação Universidade Politécnica a nível internacional
Politécnico de Leiria lidera consórcio europeu
de Universidades de Ciências Aplicadas
   
                            Rui Pedrosa
Rui Pedrosa, presidente do Politécnico de Leiria, anunciou publicamente que a instituição vai «liderar um consórcio europeu constituído por Universidades de Ciências Aplicadas com foco no desenvolvimento regional». O projeto Regional University Network (RUN) envolve instituições de ensino superior de Portugal, Irlanda, Holanda, Finlândia, Hungria e Áustria, e «será suportado pela formação modular avançada promotora de mobilidade de curta duração, tendo por base a existência de hubs de inovação alimentados pela investigação de interface, com impacto no desenvolvimento regional».

   No seu discurso proferido na Sessão Solene de Abertura do Ano Académico 2019/2020, Rui Pedrosa reiterou ainda a importância, em contexto internacional, da necessidade da alteração da designação para Universidade Politécnica de Leiria.

   «A designação Universidade Politécnica não só é condizente com a missão e plenitude funcional do Politécnico de Leiria, como também facilitará os contextos de captação de mais e melhores estudantes, quer a nível nacional, quer a nível internacional» defendeu Rui Pedrosa. «É neste contexto que a designação Universidade Politécnica de Leiria é absolutamente determinante e diferenciadora» O responsável deixou o desafio ao Governo que «pode dar um passo decisivo na valorização e comunicação internacional das instituições de ensino superior do subsistema politécnico, permitindo formalmente a utilização da designação Polytechnic University of Leiria em contexto internacional».

    «O nosso fator mais distintivo e diferenciador é o foco que temos no desenvolvimento regional, em contraponto com grandes universidades nacionais e internacionais, localizadas em grandes capitais», assegura o presidente do Politécnico de Leiria, destacando «a facilidade que temos para desenvolver projetos de cocriação capazes de gerar impacto direto nas organizações e nas pessoas», acrecentou.

    Para Rui Pedrosa, esta proximidade e capacidade de desenvolver projetos conjuntos, que nascem do contacto fácil e do trabalho diário com todas as entidades regionais, «não são apenas o maior fator de competitividade do Politécnico de Leiria, mas é também, muito provavelmente, o maior fator de competitividade da região onde estamos inseridos, das suas empresas e das suas instituições».

   Na partilha e valorização de conhecimento, o presidente do Politécnico de Leiria destacou o empenho da comunidade académica e dos seus parceiros estratégicos no projeto SmartOcean – Parque de Ciência e Tecnologia do Mar; no IMADE – Parque de Ciência e Tecnologia da Indústria, no Centro Empresarial de Base Tecnológica; na transformação do campus 5 num hub de inovação da saúde; e no projeto “Leiria Social Innovation Hub”, aprovado no âmbito do Portugal Inovação Social.

   Rui Pedrosa destacou também o projeto para criação do futuro Laboratório de Experimentação e Criatividade da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR) no edifício da antiga Escola Básica do Parque, um investimento direto da Câmara Municipal das Caldas da Rainha.

  
                               Rui Pedrosa e Ana Abrunhosa
No que respeita à investigação, Rui Pedrosa referiu haver mais de 170 projetos em curso, «o aumento sistemático do número de investigadores no Politécnico de Leiria», e enalteceu os resultados alcançados no processo de avaliação realizada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). «Das 15 unidades de investigação, 14 foram avaliadas e temos três com avaliação “excelente”, duas com “muito bom” e nove com “bom”».

  O presidente do Politécnico anunciou ainda que os bons resultados permitiram que a partir de 2020 a instituição de ensino possa, pela primeira vez, contar com um financiamento direto à atividade de investigação através da FCT, que ultrapassará o montante de um milhão de euros anuais.

    Relativamente ao financiamento das instituições de ensino superior, Rui Pedrosa considera fundamental um reforço real das dotações orçamentais, e que «durante esta legislatura seja possível discutir, desenvolver e definir uma fórmula de financiamento para o ensino superior em Portugal. Ter mais de uma década em que o financiamento que prevalece é o histórico orçamental, que em vez de premiar o mérito, faz o oposto, é absolutamente perverso».

   O presidente do Politécnico de Leiria refere que «ao dia de hoje temos mais 225 novos estudantes que no ano anterior, sendo o quarto ano consecutivo de crescimento. Mas, curiosamente, este esforço para atrair e reter talento para a Região resultará em mais constrangimentos financeiros, caso não existam correções estruturais e mecanismos que premeiem o mérito».

   Na sua intervenção, Rui Pedrosa recordou ainda o compromisso que envolveu o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o Ministério da Justiça e o Ministério do Trabalho e Segurança Social, a alertar para a urgência da construção de novas instalações para Escola Superior de Educação e Ciências Sociais nos terrenos da prisão-escola, criando um único campus académico em Leiria.

    O presidente lembrou que este projeto teria como contrapartida a requalificação dos pavilhões da prisão escola, e a cedência das atuais instalações da ESECS ao Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). «É o tempo de concretizar e avançar com este acordo e para isso vamos necessitar de todos os diretamente envolvidos e de todos os que possam influenciar positivamente para a resolução deste problema que temos em mãos», apelou.
    Politécnico de Leiria atribui títulos Professor Honoris Causa a Ana Abrunhosa e João Vasconcelos

    
                     Arménio Vasconcelos e Rui Pedrosa
A cerimónia contou com a entrega de dois títulos honoríficos Professor Honoris Causa, a Ana Abrunhosa, a nova ministra da Coesão Territorial, até aqui presidente do Conselho de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, pelo seu contributo para a captação de investimento e pela contribuição para o ecossistema de inovação da Região Centro, e, a título póstumo, a João Vasconcelos, antigo secretário de Estado da Indústria, natural de Leiria, e que muito fez pelo empreendedorismo e pela indústria da região e do País.

   «Queria felicitar os jovens que decidiram estudar no Politécnico de Leiria. Pode não ser uma universidade, mas tem a qualidade das melhores universidades», asseverou Ana Abrunhosa, após receber o título Professor Honoris Causa. Para a agora ministra da Coesão Territorial, o Politécnico de Leiria «distingue-se na forma como ensina e interage com as entidades regionais, sejam empresas ou autarquias. Tenho aqui uma inspiração de como se trabalha em rede, em prol do desenvolvimento regional».

    Foi Arménio Vasconcelos que subiu ao palco para receber o título Professor Honoris Causa atribuído postumamente ao seu filho, João Vasconcelos. Na sua intervenção, Arménio Vasconcelos recordou as várias distinções que têm sido feitas ao seu filho, «que me tem dado tantas satisfações e hoje me fez vir às Caldas da Rainha, onde tantas vezes veio comigo, para receber mais uma». Arménio Vasconcelos declarou também a sua espectativa de um dia poder ver ser atribuída ao Politécnico de Leiria a designação de Universidade Politécnica de Leiria.

    A Sessão Solene de Abertura do Ano Académico 2019/2020 do Politécnico de Leiria contou ainda com a homenagem aos seus colaboradores com mais de 25 anos de serviço, e com a entrega de prémios, bolsas e distinções a atuais estudantes, diplomados, professores e investigadores do Politécnico de Leiria, nomeadamente: Prémios Politécnico de Leiria – Mérito Ensino Secundário Ano Letivo 2019/2020; Prémio Ensino Magazine; Distinção Alumni Politécnico de Leiria; Prémios I&D+i Politécnico de Leiria. O evento terminou com o “momento RegiArte”, atuação musical do Grupo Kombi Wagon Trio.

    Fonte: Midlandcom
31-10-2019
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